Sessão Conjunta de Cardiologia e Neurologia

O UDI Hospital realizou a Sessão Conjunta de Cardiologia e Neurologia, com o tema “Fibrilação arterial e anticoagulação”. O debate realizado no sábado (23), no auditório do hospital, teve como palestrante o neurologista vascular do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Alexandre Pieri (SP). Já o fórum interativo contou com os especialistas Marco Túlio Juliano (MA), Luciano Lobão (MA) e Francieli Goulart (MA), que discutiram questões, como: causas da fibrilação arterial, função ventricular, avaliação de riscos, identificação de pacientes de risco.

Durante a palestra, Pieri destacou ações eficazes de combate e controle de sequelas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), doença que está entre as três maiores causas de morte no mundo. Reforçou a importância do uso do anticoagulante Dabigatrana, que previne o AVC isquêmico. O uso da medicação pode ter como reflexo o risco de hemorragia. No UDI está disponível o agente reversor, um antídoto, que é capaz de garantir o equilíbrio entre eficácia, segurança e controle de pacientes.

A causa mais importante de um AVC em um paciente idoso ou muito idoso é a fibrilação atrial. E tomar um anticoagulante reduz em até 75% o risco se comparado a não tomar. Isso tem um impacto muito grande no ponto de vista de redução de doença. O AVC não tem idade. O risco dele aumenta com a idade, mas pode ocorrer até intra-útero.

Estatísticas indicam que a cada seis segundos, uma pessoa apresentará um acidente vascular cerebral. Seis milhões de pessoas apresentam um AVC por ano no mundo, fora as subnotificações. Uma em cada seis pessoas apresentará um AVC na vida.

Em até quatro horas e meia é possível reverter o quadro e as sequelas do AVC, se o paciente for devidamente encaminhado ao hospital. Sabe como identificar o AVC? Peça para a pessoa sorrir, estender os braços, falar ou cantar e, por fim, fazer uma estimativa de quanto tempo o paciente foi visto pela última vez em plena saúde. “É possível retomar a normalidade de todo o quadro, desde que se alie tempo a avanços da medicina em favor da recuperação desta vítima”, concluiu o neurologista Alexandre Pieri.

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